O CEO PSA afirma que os custos de produção da marca alemã são pelo menos 50% superiores quando comparados com as fábricas francesas.

Enquanto a Opel não apresenta o seu plano de negócio para os próximos anos – algo que está previsto para novembro -, agora que passou para a PSA, o CEO do grupo francês vai já dando a entender que serão necessárias várias mudanças. Em entrevista ao Die Welt, Carlos Tavares reconheceu que “muitos dos problemas da Opel se devem à sua desproporção, uma vez que consumem muita energia, e possuem processos pouco eficientes”. O gestor português reforça esta ideia dizendo que o caminho passa por “ser muito mais eficiente, em todas as funções”.

Prestes a entrar numa fase de reconstrução, a marca alemã poderá ser sujeita a uma redução de custos, de forma a regressar aos resultados financeiros positivos. Isto significa que além da utilização de tecnologia e plataformas francesas em novos modelos, a Opel poderá ser forçada a outro tipo de mudanças, pois, segundo, Tavares, “a estratégia em curso não resultou. E agora a Opel enfrenta o risco de não conseguir cumprir com as metas de emissões em 2020.”

O caminho poderá passar por alguns despedimentos – por exemplo, na fábrica de Ellesmere Port, da Vauxhall, no Reino Unido. Nesse sentido, Tavares vai adiantando apenas que os custos de produção da marca alemã são pelo menos 50% acima dos que são praticados nas fábricas francesas da PSA.

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