Eis o chefe de família que gosta de dar largas à sua faceta mais agressiva:  tem um BMW, mas não é um BMW qualquer; é do tamanho de um Série 3, usa o mesmo motor Diesel, mas tem uma silhueta Gran Coupé.

Ninguém confunde um condutor de um BMW com um menino de coro, mas quem tem um Série 3 (berlina) pode ter a tendência para ser confundido com o papá. Ou o “vovô”. A solução para quem quer ter um bom BMW, do mesmo patamar da Série 3, mas quer afastar aquele espectro do “carro de serviço do gestor de categoria”, pode estar no Série 4 Gran Coupé: tecnicamente, é um automóvel semelhante; tem o mesmo motor Diesel de 224 cv; mas visualmente, tem mais “style”, mais pose, ou como dizem os jovens hoje em dia, “tem mais hip hop”.

Na prática, o que este Gran Coupé faz, um Série 3 também faz. A forma de explorar os 224 cv desta que é a melhor versão do dois-litros Diesel é semelhante e o Gran Coupé entende-se às mil maravilhas com a caixa Steptronic no modo Sport+ ou no acionamento manual. Em igualdade de configuração, com pack M, rodas de 18 polegadas, direção de assistência variável, toda a perceção da quantidade de diversão que se pode ter ao volante fica muito dependente dos pneus, os quais, no caso de acusarem algum desgaste, tornam as reações menos repentistas e precisas. Mas no fundo, a facilidade é a mesma, usa-se a potência para derivas de traseira muito bem desenhadas, como num Série 3, com a diferença que vamos sentados mais em baixo. Até os consumos foram quase ipsis-verbis – o que constitui um elogio, pois quem escolhe um Gran Coupé sabe que está a escolher um “desportivo de família” que consome 6,2 litros aos 100 km. Tem que ter consciência, também, que há que pagar os 3700€ de diferença para um Série 3, mais os treze mil euros de opcionais para ficar igual ao destas fotos.

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