O Aveo mudou de aspecto, mas a plástica não lhe trouxe apenas uma farpela mais moderna. A plataforma é a do futuro Opel Corsa e o transplante trouxe ao utilitário Chevrolet uma capacidade de fazer quase tudo bem. Mesmo com um 1.2 de 86 cv.




Isto não é um restyling – é um Aveo totalmente novo. Esta é, verdadeiramente, a segunda geração do utilitário da Chevrolet, que até aqui ainda tinha o código genético de um Daewoo, mas agora tem a honra de usar a nova plataforma global Gamma II da General Motors, que no próximo ano também vai alicerçar o Corsa E. O primeiro reflexo disso é estarmos perante um Aveo ligeiramente maior (agora já supera os quatro metros de comprimento) e com um habitáculo tão espaçoso quanto qualquer utilitário de referência do seu segmento. A referência nunca chegarão os plásticos escolhidos para o tablier, que são todos duros, embora a montagem seja quase totalmente isenta de falhas e não se notem extremidades afiadas e cortantes.

A nova plataforma trouxe uma suspensão MacPherson e um eixo de torção, mas também uma necessidade de aprimorar a construção. A densidade é 10% superior nos pontos de soldadura e a rigidez à tensão é, segundo a Chevrolet, mais que o dobro da geração anterior. Não temos meio científico de aferi-lo, mas empiricamente não restam dúvidas que é uma atitude em estrada totalmente diferente do Aveo anterior: filtrado, equilibrado, poucas vibrações faz, não tem formigueiro debaixo dos pés. Também não tem a tentação de se deitar com qualquer curva. Mesmo com os muito altos pneus 195/65 e as jantes 16”, nunca chega a ser desconfortável no mau piso, embora seja nessa situação que se torna evidente o chocalhar no centro do tablier.

Obviamente que o motor 1.2 de 86 cv não é um prodígio de força, mas encaixa bem neste equilíbrio. Sobe de regime com a vontade que se esperava (é o mesmo motor do Corsa) e sente-se muito pouco à vontade quando precisamos dele para retomas rápidas de velocidade. Mas aqui é importante salientar que o que está a destoar é mesmo o arranjo demasiado longo das relações de transmissão, muito diferente do Corsa (para 40 kg de diferença entre ambos). O resultado é uma muito penosa recuperação de 80 para 120 km/h em quinta, tão demorada que quase não havia recta suficiente para a confirmar. A outra face da moeda é mais brilhante, pois a caixa longa ajuda a ter óptimos consumos de estrada e um gasto aceitável em cidade.

Bem equipado neste nível LT, o Aveo já tem caprichos como um Bluetooth, MP3, cruise control ou comandos no volante. Na fase de lançamento há uma versão LTZ ainda mais equipada, mas, por 13 750 euros (3000 euros menos que um Corsa Cosmo), este já não está nada mal.

 


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